
Esta eleição não para de me supreeender, Dilma Roussef e José Serra não tem vergonha de evidenciar algo muito preocupante para alguém que aspira o posto ao qual buscam: A falta de propostas concretas, de um planejamento de governo.
Isso é de fato muito trágico, mas nossa sociedade é conivente com a incopetência técnica e gerencial dos candidatos, talvez porque eles, assim como o Palhaço Tiririca, sejam um retrato da sociedade brasileira, ignorante, despreparada e não habituada ao planejamento. Sim, a época de inflação alta em que as remarcações de preços ocorriam a todo instante prejudicou significativamente o senso de planejamento da sociedade brasileira, incluindo os empresários.
Contudo, estes tempos já passaram, precisamos rever ou aprimorar nossos hábitos e conceitos. Aqui surge novamente a imprensa como importante agente de transformação social, mas o que tenho visto é no mínimo decepcionante. Vejamos por exemplo a colunista Dora Kramer, cuja coluna é diariamente publicada pelo Jornal O Estado de São Paulo, há muito não observo tamanha irrelevância informacional e cultural. Esta que se presta a fazer em sua coluna ataques pessoais ao PT, ao presidente Lula e outros, curiosamente todos petistas ou ligados a este partido. Pessoalmente não tenho qualquer simpatia pelo PT, reconhecidamente meus conceitos estão melhor alinhados àqueles sustentados pela notória Marina Silva e seu partido, o PV. Contudo meu incômodo e reprovação à Dora Kramer não está relacionado a quem é alvo de suas baboseiras, mas sim ao fato de que esta senhora utiliza tão mal um espaço tão importante à nossa sociedade.
Especializada em rotular atitudes e atribuir adjetivos pejorativos às vítimas de seus comentários inadequados, seu trabalho seria de muito mais valia se estivesse focado em discutir propostas, plenejamento de governo, e sim, posturas, contudo, de forma racional, impessoal e coerente.
Não podemos deixar de mencionar as principais revistas brasileiras, Veja, Epóca e Istoé. As revistas mais importantes do país apresentam um show de banalidades, oportunismo ideológico e sensacionalismo grotesco. É preocupante e lamentável notar estes instrumentos que poderiam se valer da transparência e democracia para fortalecer nossa sociedade ainda tão imatura e volúvel, não evidenciam serem capazes para tal.
Além de envergonhar e depreciar a profissão de jornalista, os exemplos que citei prestam um desserviço à sociedade brasileira. Até quando?
O que esperar de uma sociedade governada por burros, informada por burros e formada por burros? Lamento.
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